quinta-feira, junho 30, 2011

Barroco Europeu

Postado por Mαriαиi ♥ às quinta-feira, junho 30, 2011 0 comentários

    Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo I
    Professor Dr. Nelson Pôrto Ribeiro
Sob o ponto de vista social e político, o barroco tem muito haver com o maneirismo (comentado no post anterior), e este se estendeu mais ao sul da Europa.
Características Gerais do Barroco:
  • Cada vez mais o barroco usa de composição elíptica
  • Tem dúvidas sobre a ideia de plano central ou longitudinal 
  • Torre com características ousadas
  • Côncavo e convexo
  • Vários ângulos: sensação de movimento  
  • É a arte da propaganda e da política- propaganda ideológica: absolutismo monárquico, religiosidade e a importância da casa familiar.Forma de manipulação de poder.
  • Ilusionismo (uso da luminotécnica)
  • A escada apresenta aqui uma representação decorativa muito forte
  • Arquitetura  Barroca marca hierarquia
  • Existe um misticismo que ostenta o poder divino dos reis (o barroco interpreta as coisas que acontecem na natureza como algo que se relaciona com o dia-a-dia. Ex: quando se mata o rei, pode acontecer uma catástrofe ) 
  • Biblioteca é um espaço privilegiado
  • Natureza/Paisagem/ Paisagismo são bastante explorados
O barroco conseguiu no urbanismo algo até então pouco comum:
-composição urbanística rigorosa; com confluência das ruas para praças,pontes como ponto de observação da cidade, um local muito bem definido e com uma carga alegórica e simbólica muito grande.
-a idéia de cidade capital, ou seja, uma cidade administrativa.


Mas antes é importante entender como essas relações aconteceram: Por volta de 1500, a última fase do renascimento, Roma se constitui a cidade mais importante. Isso acontece porque o Papado se instala nesse lugar, ou seja, volta a ser o principal poder em Roma.Desse modo, como nessa época as artes ainda estavam bastante ligadas a religião, Roma torna-se uma espécia de "capital cultural do mundo", um símbolo das artes.Os artistas, que antes se concentravam em Florença, passam a habitar Roma.
Nessa época , a característica de poder é a monarquia absoluta,que apresenta uma burocracia cada vez mais crescente e isso exigiu a fixação de uma cidade administrativa (que chamamos hoje de CAPITAL). Assim, o lugar que ostenta arte,e, além disso, tem poder administrativo e ideológico se configura como um espaço de luxo, onde o consumo é introduzido como uma forma de representação do poder (a invenção da imprensa também tem papel importante). A arte barroca é muito elaborada e isso traz um custo muito grande, isto é, incorpora valores aos objetos de arte, que tornam-se herança, por exemplo.
Já no final do século XVI, Roma (cidade de peregrinação) passa por obras urbanísticas: Conexão entre as 7 mais importantes igrejas da cidade por meio de grandes avenidas perspectivadas.


Basílica de São Pedro
Em 1506, o Papa Júlio II confiou a reconstrução de São Pedro, a mais sagrada das igrejas do Ocidente.A ideia inicial de Bramante era uma construção de um plano centrado, ideologia marcante do século XV, mas com uma maneira de tratar as paredes e pilares que sustentam o domo central inteiramente do século XVI.No entanto, essas idéias praticamente não saíram do papel. Anos mais tarde, Miguel Ângelo foi indicado por Paulo III, para ser o arquiteto de São Pedro, encontrou a igreja tal como havia sido deixada após a morte de Bramante.Fez algumas adaptações consideradas precursoras do barroco,devido à força de expressão das suas obras; o domo de São Pedro é exemplo vivo disso.Entretanto,   esse projeto de Miguel Ângelo foi um pouco descaracterizado pela longitudinalidade que Maderna incorporou em São Pedro.Bernini, então recuperou a grandiosidade da cúpula de Miguel Ângelo por meio da fachada e da praça eclipsal, que cria uma perspectiva de grandiosidade.  

Ai vão alguns exemplos importantes: 
Borromini, Sant'Agnes. c.1653 
                                               
Borromini, Oratório S. Filippo Neri 1637
Pietro de Cartona, SS. Martinho e Luca (1596-1669)
Este é um barroco mais imperial, note que as conexões entre as paredes centrais e laterais é curva.

Cartona, S. Maria della Pace. c. 1656
Ronaldi, S. Maria in Capitelli c.1663
Baldasse Longhena, S. Maria della Salute c.1631
Repare na composição múltipla da fachada: uso de diferentes elementos/pequenas unidades junto(a)s
Borromini, S. Carlo alle Quattro Fontane
OBS: Mesmo na Inglaterra, que não é um país católico(não sofreu a contra reforma), então teoricamente não seguiria os padrões estéticos do barroco, existiu essa presença forte do estilo. Isso aconteceu devido ao constante contato com a França (batalhas).

Sir Christopher Wren, Catedral de São Paulo, Londres 1675-1710

Já na Áustria, o Estado era fortemente ligado ao Papado, então se mostra fundamentalmente Religioso:
Mosteiro de Melk, Áustria
Existe uma espécie de exploração da paisagem, não mais para a questão defensiva.Deixa de apresenta estratégia militar para apresentar estratégia de Marketing. Próximo ao rio, se explora a paisagem pictórica, faz marcação ideológica e mostra a importância e a imponência.

Exemplo de Praças:
Place Dauphine
Essa é uma praça triangular regular, aparência quase que palaciana com grande uniformidade e plasticidade

Carlo Rainaldi, Piazza del Popolo c. 1662
Preocupação com a Plasticidade
Piazza Navona, Roma
Praças Reais são praças com uma estátua do rei montado à cavalo como um grande guerreiro no centro, as edificações são uniformes em volta:
Place Royale

CIDADES PALÁCIOS - VERSALHES
Em geral, a cidade palácio ficava próxima da capital, era aonde abrigava toda grande nobreza.Suas características são:
  • É a cidade onde a natureza está de acordo com a arquitetura do homem
  • Eram tão grandes quanto a própria capital
  • Os pátios eram expostos em planos diferentes e que apresentavam, assim, uma hierarquia da época.
  • Tem toda uma construção que faz do elemento central, um simbolo de poder. 
Bibliografia

CHUECA GOITIA, Fernando. Breve história do urbanismo. Lisboa : Editorial Presença, 1996.
PEVSNER, Nikolaus. Panorama da arquitetura ocidental. São Paulo, Martins Fontes, 1982.





domingo, junho 26, 2011

Maneirismo 1515-1600

Postado por Mαriαиi ♥ às domingo, junho 26, 2011 0 comentários
Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo I
Professor Dr. Nelson Pôrto Ribeiro

Maneirismo foi um estilo artístico que esteve entre o Renascimento e o Barroco, mais ou menos entre 1515 até 1600.Este trabalha com elementos similares ao Renascimento, em relação a cultura clássica. No entanto, existem algumas diferenças importantes que são marcadas principalmente pelo contexto social e político da época.
"Crise psicológica coletiva" na humanidade da época, ou seja, INSTABILIDADE.
As causas são as seguintes:
1. Descoberta da América: descobrir que a terra é redonda e que o sol é o centro do universo desestabilizou a crença do povo da época.
2. Reforma Protestante: o rompimento com a igreja católica e os novos ensinamentos (novas religiões).
3. Lutas Religiosas Internas: antes os países da Europa se uniam para combater lutas religiosas de fora, como os judeus, islâmicos, entre outros.
4. Contra Reforma: reação da Igreja Católica em relação a Reforma Protestante, o uso da inquisição como função didática.

O maneirismo, então, representa um pouco dessa reação do catolicismo nas artes. Uma das medidas decididas no Concílio de Trento foi  a ocupação e o desenvolvimento da companhia dos Jesuítas como forma de cristianização. Os jesuítas eram importantes pois ocupavam os lugares para difundir a fé cristã e ao mesmo tempo desenvolviam construções importantes. Simplificando: A ordem jesuítica foi uma importante fonte construtora principalmente nas colônias. Não tinham tanto conhecimento técnico quanto o Engenheiro Militar ou os mestres de obra da época, mas eram significativos em relação a experiência. Além disso, as escolas eram as mais bem estruturadas da América e até mesmo em alguns pontos da Europa.

Características Gerais do Maneirismo

  • Excesso de Revestimento
  • Composição de Formas não são da serenidade do renascimento
  • Incorpora uma movimentação que não existe no Renascimento (escultura)
  • Ousadia da decoração, possui decorações superficiais que não precisam ter relação com a lógica estrutural
  • Começam a utilizar a perspectiva para expressar mais profundidade, movimentação ("jogo ótico"), engrandecimento 
  • A escada como elemento artístico da composição: ESCADA MONUMENTO. Até então, no renascimento a escada nunca era considerada um elemento de fachada.
  • Ordens monumentais da edificação
  • Uso de Platibandas em elementos ornamentais
"Se equilíbrio e harmonia são as principais características da Alta Renascença, o maneirismo é seu oposto: é a arte do desequilíbrio e da dissonância- ora emocional a ponto de levar a distorção (Tintoreto, El Greco),ora disciplinado a ponto de se auto-anular (Bronzino)." 
                                                                                                                           Nikolaus Pevsner


Campidoglio-Roma, Michelangelo
 O uso da elipse e a preocupação com a perspectiva para engrandecer o projeto, além da escada como elemento monumental são características marcantes do maneirismo.
Roma, Plazzo Farnese, pátio, por Antonio da San Gallo, o Moço, andar superior por Miguel Ângelo, 1548 
Essa e a parte interna do palácio, onde Michel Ângelo foi responsável por todo esse espírito diferente: o primeiro andar apresenta frontões triangulares e curvilíneos sustentados por colunas. E o segundo andar com frontões circulares.
Roma, Palazzo Massimi alle Colonne, por Peruzzi, iniciado em 1535
Contraste entre os ideais do térreo com os pavimentos superiores.O exagerado número de colunas também mostra a estrutura desvinculada a parte estética do palácio.
Vicenza, Palazzo Chiericati, por Palladio, iniciado em 1550
Abre a maior parte da fachada e mantêm apenas uma parte compacta no centro do primeiro andar.Coloca também muitas colunas, sempre seguindo as ordens dórica e jônicas.

Roma, Palazzo Vidoni Caffarelli, por  Rafael, c. 1515-20
Essa obra de Rafael está bastante modificada, mas já se percebe a grandiosidade e a solenidade que não eram pontuados no século XV.

Esses são algumas das mais importantes construções maneiristas na Europa.É importante destacar os arquitetos Alberti e Palladio que tornaram-se importantes pois escreveram importantes tratados de arquitetura. 
Alguma das igrejas que mais inspiraram a construção nas colônias:
Roma, Gesú, por Vignola, fachada por Della Porta 
Foi uma das igrejas mais influentes da cristandade no século XVI e XVII. Nela, volta-se ao plano em cruz latina com transepto coroado por cúpula, com capelas laterais, sem tribunas. O teto da nave é em falsa abóbada de berço (em madeira) com pintura ilusionística já barroca. Será o modelo-mor das igrejas jesuíticas no mundo todo, no Brasil, contudo, as igrejas jesuíticas serão mais influenciadas em planta e em fachada por São Roque de Lisboa do que propriamente pelo Gesú.

São Roque de Lisboa
A fachada é bastante distinta da igreja dos jesuítas romanos, bem mais simplificada e segundo Bazin tem como base antigos templos românicos portugueses. 
JESUÍTAS NA AMÉRICA
É importante entender que, inicialmente, Portugal não tinha interesse significativo com o desenvolvimento das suas colônias na América. Isso aconteceu porque o Oriente ainda era motivo de maiores interesses.Logo é nítida a diferença entre o desenvolvimento urbano da América Espanhola com a América Portuguesa.
As colônias de Portugal foram deixadas nas mãos de particulares, sem um apoio estrutural da Coroa Portuguesa e apenas com uma política predatória.Então a ordem Jesuítica encontrou ai a oportunidade de apurar, junto aos indíos catequizados, os métodos construtivos.
Como a construção feito de terra não necessita de tanta especialização, foi bastante usada pelos jesuítas (mão de obra dos indígenas), mas também esteve presente o desenvolvimento de mão de obra mais especializada, o que daria chances para construções um pouco mais ousadas.O que não aconteceu, em geral no Brasil, logo no início da colonização, quando o Maneirismo era fortemente empregado pelos jesuítas, com inspiração nas igrejas: São Roque de Lisboa e Gesú. Isso se deve a preferencia por características mais clássicas, quer dizer, a estética mais simples não acontecia somente por causa de fatores meramente estruturais. 
Outro ponto importante que ajudou a definir as características da arquitetura jesuítica no Brasil foi a presença de cal ou não. As construções de pedra e cal são importantes para o desenvolvimento de uma construção mais resistente, porém, sua obra exige especialização. Por esse motivo, em lugares como Vitória, por exemplo, onde apesar desse material ser abundante no litoral, as construções em barro se tornaram mais comuns; isto é, no litoral do ES não havia mão de obra especializada, mas havia bastante cal extraído de materiais orgânicos marinhos e também de um tipo de rocha abundante no litoral.Em lugares no interior (São Paulo, por exemplo), o acesso ao cal era praticamente nulo, então, o cal era mais usado para reboco. 

Igreja do Colégio de São Tiago, Vitória (ES)
A torre mais robusta foi colocada depois como forma de passagem para o colégio jesuítico.
Provavelmente executada sob projeto do irmão Francisco Dias, o arquiteto jesuíta português que trabalhou com Terzi em Lisboa, na fachada de São Roque. Esta igreja serviu de modelo para diversas igrejas na colônia americana.
Colégio de Salvador na Bahia (1654).
 A igreja afastou-se do modelo de Olinda (que orientou a maior parte dos conjuntos jesuíticos no Brasil), e aproximou-se mais da igreja de São Roque de Lisboa e do Espírito Santo de Évora.

CIDADE COLONIAL
A formação das cidades da América Portuguesa  foram mais orgânicas, isso aconteceu porque a intenção da Coroa Portuguesa era apenas ocupação, como já foi dito, sem uma política de organização. Logo, os particulares que aqui chegaram ocuparam essas terras mais para o litoral, como forma de defesa do terreno contra a cobiça dos holandeses e franceses, principalmente. Paralelamente a isso, a ideia era também se proteger, então a posição acropólica foi  bastante usada, e isso determinou construções que seguem as curvas de nível, isto é, formato orgânico. 
Na América Espanhola foi bastante diferente: o uso do tabuleiro de xadrez , com praças e um urbanismo mais desenvolvido foi a forma que encontraram de impor sua cultura sob as civilizações nativas, que eram bastante complexas. Isso ajudaria a convertê-los para o cristianismo. 
A medida que se escolhia a cidade acropólica, o urbanismo é dificultado por causa do abastecimento (não só de mercadorias que vinham do mar, mas também da própria água que era difícil de ser transportada), a conexão era feita por planos inclinados, ou seja, uma sistema de roldanas com contrapeso que possuíam dois carrinhos de carga que  ligava acidade alta com a cidade baixa. 
Na primeira metade do século XVIII se descobre as grandes jazidas de Ouro, então entra em vigor a política expansionista.Um pouco antes, já no final do século XVII, a Engenharia Militar forma uma escola no Brasil e torna-se  a responsável pela segunda parte da urbanização da América Portuguesa; dessa vez mais regular. 

Rio de Janeiro
A própria Bahia da Guanabara é um ponto estratégico de defesa , um lugar estreito, que dificulta a entrada de navios.Foi pensado em construir uma muralha de defesa para a Bahia do RJ, mas devido a característica natural já citada e, também, devido as tecnologias de defesa cada vez mais desenvolvidas, não se fez necessário. O RJ tinha um pré planejamento devido a presença de engenheiros militares.

Salvador
Encontra-se em uma posição acropólica relativamente plana, o que retardou sua "expansão" mais para a cidade baixa (mais perto do litoral) e ajudou na defesa da cidade.Salvador era muito importante para a navegação dos portugueses; isso aconteceu porque era mais seguro para Portugal passar pela bahia de Salvador em direção ao Oriente do que pela encosta da Africa.
Salvador possuía um controle de quem entrava e saia do local, isso acontecia com a ajuda de uma primitiva muralha que só havia uma entrada e uma saída.

Vitória
Vitória possui uma bahia muito estreita e isso ajuda bastante na defesa do lugar pois atrapalha a entrada de navios, no entanto, isso não quer dizer que esses navios não consigam atacar a distancia. Então o primeiro núcleo habitado foi em Vila Velha, mas devido ao problema citado acima, logo se desenvolveu mais aos fundos. O litoral da capitania do ES tem bastante cal e com fácil acesso, mas como a construção de pedra e cal necessitava de uma mão de obra mais desenvolvida, os edifícios que foram construídos com esse material eram os mais importantes.Uma característica interessante de Vitória eram as ruas largas, chamados LARGOS, que são como "ruas- praças".Os três principais Largos eram:dos jesuítas, em frente ao colégio; da misericórdia, onde ficava o pelourinho e a casa de câmara e cadeia; e da Matriz.


Bibliografia

CHUECA GOITIA, Fernando. Breve história do urbanismo. Lisboa : Editorial Presença, 1996.
PEVSNER, Nikolaus. Panorama da arquitetura ocidental. São Paulo, Martins Fontes, 1982.
RIBEIRO, Nelson P. Maneirismo e Arquitetura jesuítica na América Portuguesa. Apostila de
Aula. UFES. 2003.
RIBEIRO, Nelson P. A formação de cidades na América portuguesa. Apostila de Aula. UFES.
2004.

quinta-feira, junho 16, 2011

Análise sociológica e urbana sobre o homem e seu cachorro nos dias de hoje

Postado por Mαriαиi ♥ às quinta-feira, junho 16, 2011 0 comentários
DAU-UFES
Sociologia Urbana
Aluna: Mariani Dan Taufner
Professora: Maria Cristina Dadalto


O relacionamento entre o homem e o animal de estimação tem causado
mudanças na sociedade?Por razões fáceis de compreender, mas difíceis
de justificar, reveste-se de particular importância a necessidade de estudos
sociológicos sobre o valor afetivo, comercial, publicitário e urbano que essa
relação homem-animal apresenta.Ao observar um simples passeio de um cão
e seu dono no quarteirão, por exemplo, essas situações ficam nítidas para a
sociedade. Diante disso, nesse texto, serão analisadas, separadamente, as
relações citadas acima; apesar de, na prática, essa divisão não existir.

Seguindo essa linha de pensamento em discussão com relação ao animal
de estimação (“animal de companhia”); sabe-se, de antemão, que este deixou
de ser destinado a servir um propósito humano(como alimento, por exemplo),
recebeu um nome próprio(nomes estes que são até mesmo atribuídos a pessoas),
e teve até mesmo o direito de transitar livremente pela casa.Ligado a isso, cabe
aqui uma indagação: Qual ou quais são os motivos que acarretaram essa relação
tão particular entre o homem e seu animal?
Esse sentimento afetivo pode ser explicado por mudanças antropológicas
na vida social do homem e no seu modo de pensar em relação ao animal,
natureza e paisagem; principalmente do modo ocidental de viver.Além disso,
certamente a cultura da individualização tem como reflexo a necessidade de um
novo membro da família, cujo carinho e amor é dito como “mais verdadeiro”;o que
resulta em uma certa relação de dependência entre os mesmos. A partir desse
ponto, surgem necessidades referentes a higienização do animal, a um lugar
individualizado para dormir e comer e o mais interessante: o passeio do animal
nas ruas.Este último tornou-se cada vez mais uma obrigação periódica para quem
possui um cachorro, principalmente. É interessante notar que essa ação, muitas
vezes, cria novas relações entre o dono do cachorro e pessoas que passam
próximas (estas possuindo ou não um animal).
A prática de passear com o cachorro, seja perto de casa, ou em um espaço
aberto (próximo a praias, por exemplo), também provoca um certo tipo de status
social, devido, principalmente, ao valor comercial do bicho.E não só isso, nos
lugares onde a presença de animais de estimação é significativa, o comércio e a
publicidade entram com muita força; a presença de veterinário, lojas com produtos
para animais (pet shop), o mercado de ração, brinquedos, roupas, camas,
petiscos e acessórios destinados a eles é muito movimentado, até porque, os
cuidados dados aos bichos de estimação são muito grande, o que os torna cada
vez mais comparáveis a humanos (mais especificamente aos bebês).
Outro detalhe a se observar, levando em conta a idéia do comércio, é a
presença constante de propagandas publicitárias que envolvem, na maioria das
vezes, o animal como símbolo de confiança para o produto a se vender, mesmo
que este produto não seja destinado ao mesmo; é o caso, por exemplo, de
propagandas de seguro de vida, entre outros.

Não muito longe desses assuntos, é perceptível a mudança urbana que
acontece paralelamente a essas relações, a presença de novos tipos de lojas,
hotéis e shoppings para cachorros, e até mesmo spa para animais.Isso tudo afeta,
mesmo que em pequena escala, o visual e o cotidiano de uma cidade. Além disso,
dentro da arquitetura, é possível visualizar não só acessos livres para cães, mas
também há na cidade uma barreira limite de onde esses animais devem ou não
estar (alguns parques ou praças, por exemplo), e isso aparece geralmente em
placas formalizadas pela lei de cada município.Nos lugares de possível acesso, a
higienização das ruas também é necessária, o que por ventura, se não obedecida,
pode haver multa.Outras características louváveis são os prédios/condomínios,
que, muitas vezes, regulam suas próprias regras internas em relação a possuir ou
não animais, ao horário de saída dos mesmos, entre outros.
O sentimento, o afeto e a necessidade de uma companhia animal apresenta
uma relação bastante complexa na sociedade, até porque nem sempre foi do
modo como é possível perceber nos dias de hoje.Por traz de um simples passeio
com seu cachorro pelo quarteirão existe uma imensidão de estudos significativos
para tentar compreender essa relação tão singular entre o homem e o cão.
Por fim, é importante frisar que todas essas análises acontecem e evoluem
praticamente ao mesmo tempo, até porque a sociologia, as ciências econômicas,
a publicidade e a arquitetura (nesse caso mais especificamente o urbanismo)
andam muito próximas e são estritamente ligadas umas as outras.


Bibliografia:

http://www.ifcs.ufrj.br/~ppgsa/mestrado/Texto_completo_248.prn.pdf

quarta-feira, junho 15, 2011

CASA MODERNA COM CARACTERÍSTICAS DE LOFT E ADAPTADA AO CLIMA TROPICAL LITORÂNEO

Postado por Mαriαиi ♥ às quarta-feira, junho 15, 2011 2 comentários
Trabalho de Projeto de Arquitetura II

ENTREVISTA:
Especificações Gerais:
Loft com privacidade
Modernismo
Telhado Platibanda
Tem dúvidas se vai casar ou não
Pais e irmãos farão visitas periódicas
Recebe amigos sempre
Fica mais durante a noite em casa
Não gosta muito de cozinhar
Especificações Pontuais:
Banheira, closet
Escritório Biblioteca (gosta muito de ler)
Lugar para ver filme com amigos e família













Esse é um trabalho que apresentei esses dias!As imagens estão um pouco ruins porque ainda estou aprendendo a usar o sketchup...Mas acho que dá para ter idéia do projeto.
=D
 

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